
NÃO FICÇÃO 131
Voai, Cisnes
Selvagens
de Jung Chang
wook diz aWOOK
Quando Jung Chang lançou Cisnes Selvagens em 1991,
omundo vislumbrou pela primeira vez, em toda asua
magnitude, atrágica realidade da China do século XX. Aautora
conseguiu-o num relato pessoal, através da saga familiar de
três gerações de mulheres – asua avó, asua mãe eela própria.
Cisnes Selvagens tornou-se uma das obras mais populares de
sempre, vendendo mais de 13 milhões de exemplares em 40
idiomas erecebendo inúmeros prémios edistinções.
A história desenrolava-se apartir de 1909, na China imperial,
com onascimento – eoenfaixamento dos pés – da sua avó.
Após aqueda da dinastia Qing, asua filha (mãe de Chang)
nasceria num país devastado pela guerra civil. Atraída pela
promessa do Partido Comunista, ela lutou contra oJapão
eopartido nacionalista Kuomintang na esperança de construir
uma China mais justa, um sonho por realizar. Opai de Chang,
alto funcionário do partido em Sichuan, prejudicou gravemente
asua família, acabando por morrer vítima da tortura
continuada, ao longo de anos, dos Guardas Vermelhos
duranteaRevolução Cultural.
Agora, um quarto de século depois, em Voai, Cisnes Selvagens
– aminha mãe, eu eaChina, Jung Chang retoma anarrativa
após ter deixado aChina em 1978 para viver em Inglaterra,
revisitando episódios da obra anterior com detalhes adicionais.
Aautora escreve sobre como oseu livro foi recebido na China,
onde éproibido, tal como toda asua obra, eoimpacto que
este teve na sua vida desde então. Aescritora reflete sobre
como aChina esteve à beira de mudanças positivas após
aerade Mao, eteme pelo seu país, pelos seus parentes
eamigos que lá permanecem, com opresidente Xi Jinping
nopoder por tempo indeterminado. Uma visão abrangente
eíntima de um país milenar.
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