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abranger o maior número possível de perfis de forma pragmática (Sanches, Bueno,
2022; Gomes, Quaresma, 2018; Cybis, Betiol, Faust, 2015; Clarkson et al., 2013).
Demonstrou-se também, a importância das etiquetas têxteis na experiência
do usuário com o vestuário. Propõe-se o desenvolvimento de etiquetas técnicas ou de
composição em formato digital, utilizando o Design Inclusivo para garantir maior
acessibilidade, oferecendo funcionalidades e melhorias práticas.
Outro aspecto abordado na seção, foram os perfis de usuários das etiquetas
de composição: profissionais do setor e consumidores domésticos. Para os usuários
profissionais, como trabalhadores de lavanderias, passadorias e designers de moda,
as etiquetas são cruciais para garantir a qualidade dos serviços e a durabilidade dos
produtos (Alves, 2022a; Santos, Schneider, 2016). Já os consumidores domésticos
enfrentam dificuldades com a falta de padronização, desconforto e a dificuldade de
leitura das etiquetas, o que pode levar à sua remoção e ao uso e/ou manutenção
inadequada das peças (Brito, Epsztejn, Ferman, 2019; Garcia, 2013).
Viu-se também que, embora regulamentadas, as etiquetas de composição em
formato físico carecem de padronização adequada em aspectos como tamanho,
localização e legibilidade, o que pode comprometer sua eficácia (Santos, Schneider,
2016; Garcia, 2013). Estudos mostram que a maioria dos consumidores consulta as
etiquetas para verificar o tamanho e o preço, ignorando outras informações, o que
muitas vezes resulta em prejuízos ao consumidor (Garcia, 2013). Além disso, a falta
de compreensão das informações pode expor os usuários, principalmente crianças, a
riscos de saúde (Nunes, 2016).
Exibiu-se também, um panorama do perfil do consumidor de vestuário e do
mercado, apontando o setor têxtil do Brasil como um dos maiores do mundo, capaz
de gerar 1,36 milhão de empregos diretos (Abit, 2023; Brasil, 2021). Neste setor, a
inovação em rastreamento e coleta de dados tem sido uma tendência, ajudando as
marcas a produzir coleções alinhadas às expectativas dos consumidores (Coraccini,
2020).
Observou-se, que a moda inclusiva tem recebido atenção de marcas como
Tommy Hilfiger, Target, Rebirth Garments, Aria, Lado B, entre outras, que investem
em tecnologias assistivas, onde a etiqueta de composição de vestuário em formato
digital pode aplicada (Brogin, Fernandes, Marchi, 2021; Auler, Lopes, 2012). Quanto
ao vestuário, constatou-se que o consumidor percebe a vestimenta como uma forma