
2. INFORMAÇÕES SOBRE A GESTÃO
Perfil
A disponibilidade, a abrangência e a capacidade de uma infraestrutura compartilhada de pesquisa são elementos críticos
para o desenvolvimento nacional. Um sistema integrado de Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I) requer evolução
contínua, fundamentada em modelos inovadores de Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC), redes de
colaboração e comunicação de alto desempenho no país e de sua interconexão global. Sistemas seguros, ubíquos,
integrados e que permitam acesso em qualquer local, em distintas plataformas, devem emergir – uma ciberinfraestrutura
que habilita grandes projetos em ciência ao disponibilizar, de forma coordenada e sustentável, comunicação, computação
e armazenamento.
Tal complexidade exige capacitação técnica e competências digitais para profissionais e pesquisadores de todas as áreas
do conhecimento. No Brasil, em particular, a disponibilidade e o acesso a essa infraestrutura podem alavancar
instituições, projetos e pesquisas, constituindo-se em um diferencial estratégico para o sucesso de políticas públicas em
CT&I, permitindo estreita colaboração nacional e internacional.
Essa infraestrutura dá suporte à inclusão de professores, alunos e pesquisadores na rede, favorecendo atividades de
ensino, cultura e pesquisa, através do acesso, do uso e reuso de recursos digitais como conteúdo, dispositivos e grande
massa de dados e sensores, além da comunicação em tempo real entre pessoas. Também intensifica a integração do
Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (SNCTI), viabilizando o desenvolvimento da e-Ciência – geração de
conhecimento pela aplicação intensiva de TIC por meio de sistemas distribuídos de larga escala, suportados por redes de
alto desempenho.
A visão de colaboração e comunicação estendida baseia-se em dois conceitos:
• A qualidade da infraestrutura será garantida fim a fim, entre quaisquer usuários, laboratórios e instituições do
SNCTI. Para isso, é necessário aumentar a abrangência das redes, a fim de permitir o atendimento em
crescentes níveis de qualidade e capacidade de instituições localizadas no interior, desenvolvendo estratégias
que permitam superar as deficiências em infraestrutura física de telecomunicações e de recursos humanos para
sua gestão; e
• As aplicações avançadas serão disponibilizadas para comunidades específicas (exemplos: telemedicina/saúde,
biodiversidade/meio ambiente, professores/educação a distância, vídeo de alta qualidade/cultura), atendendo
seus requisitos, além de permitir a comunicação e a colaboração de qualidade entre universidades, centros de
pesquisa e instituições envolvidas em educação, pesquisa e inovação. Tais aplicações exigem o
estabelecimento de sistemas distribuídos que favoreçam mobilidade, integração, identificação e autorização de
acesso a recursos e pessoas, de forma segura e transparente. Estes mecanismos implicam na formulação de
estratégias capazes de fortalecer a infraestrutura das TIC nos campi, massificando o acesso às aplicações
avançadas nas organizações, em apoio aos programas de educação superior, pós-graduação e pesquisa.
Nesse contexto, e diante da necessidade de melhor aplicar os recursos públicos no desenvolvimento de uma rede de
comunicação e colaboração para atender à comunidade nacional de ensino e pesquisa, foi criada, em 8 de outubro de
1999, a Associação Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (AsRNP).
A AsRNP, uma associação de direito privado sem fins lucrativos, foi qualificada como Organização Social (OS) pelo Decreto
4.077, de 9 de janeiro de 2002, sob a égide da Lei nº 9.637, de 15 de maio de 1998, vinculada ao Ministério da Ciência,
Tecnologia e Inovação (MCTI) e mantida em conjunto com Educação (MEC), Comunicações (MCom), Saúde (MS), Defesa
(MD) e Turismo (MTur – Secretaria Especial da Cultura), que participam do Programa Interministerial RNP (PRORNP).
O PRORNP foi criado em outubro de 1999, inicialmente com o objetivo de fomentar a implantação e manutenção de uma
rede de internet acadêmica avançada. Por meio das políticas públicas de educação e ciência, tecnologia e inovação, nos
últimos vinte anos permitiu o desenvolvimento do Sistema RNP em todo o país – um ecossistema composto por
instituições de educação superior e pesquisa, empresas inovadoras, agências de fomento à pesquisa, museus e
estabelecimentos culturais, ambientes promotores de inovação e estabelecimentos de saúde com ensino e pesquisa.
Com eles, construímos valor e sustentação e desenvolvemos interlocução com diferentes segmentos da sociedade,
resultando em alcance de metas de políticas públicas com economicidade. Os objetivos estratégicos do PRORNP na
pesquisa, no desenvolvimento e na produção de aplicações de redes para educação, pesquisa e inovação foram
atualizados pela Portaria Interministerial Nº 3825, de 12 de dezembro de 2018.